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A noção de mau hálito implica forçosamente a existência de um "bom" hálito. A sua percepção é individual e, como tal, depende de um conjunto de factores, entre os quais a sensibilidade e factores culturais.
De um ponto de visto histórico, encontramos referências à halitose já na Bíblia e nos trabalhos de Hipócrates. Este médico grego, há mais de três mil anos, já reconhecia a importância do seu diagnóstico e preconizava o uso de um bochecho de vinho com ervas aromáticas para melhorar o hálito. Mais tarde, na época da Roma Antiga, um jovem fabricante de cosméticos ficou riquíssimo ao inventar e produzir uma essência de hortelã para lutar contra a halitose. Esta preocupação tornou-se cada vez mais importante com o tempo e faz, hoje em dia, parte integrante da auto-imagem, à maneira dos penteados e do vestuário. A existência de uma estrutura que frequentemente organiza simpósios e aulas práticas sobre esta temática é prova da sua importância.
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