O ASPECTO SOCIAL E HISTÓRICO

O aspecto social e histórico

O mau hálito sempre foi um problema que muito preocupou o ser humano. Isto prende-se em grande parte com o seu aspecto anti-social.

O homem é um ser comunicativo. Exprime-se através de palavras. O ar expirado dá origem, aquando da sua passagem pelas cordas vocais, a sons que, quando sucessivos, formam essas palavras. Ora, o ar é expulso da cavidade bucal. O acto elocutório é assim uma das formas de percepção do mau hálito. O aspecto anti-social do mau hálito prende-se precisamente com isto. Por outro lado, os costumes têm conhecido uma evolução fantástica, sendo que a importância da boca tem sido reforçada, quer em contextos de simples convívio, quer em contextos mais privados como o sexo.

 


 

A noção de mau hálito implica forçosamente a existência de um "bom" hálito. A sua percepção é individual e, como tal, depende de um conjunto de factores, entre os quais a sensibilidade e factores culturais.

De um ponto de visto histórico, encontramos referências à halitose já na Bíblia e nos trabalhos de Hipócrates. Este médico grego, há mais de três mil anos, já reconhecia a importância do seu diagnóstico e preconizava o uso de um bochecho de vinho com ervas aromáticas para melhorar o hálito. Mais tarde, na época da Roma Antiga, um jovem fabricante de cosméticos ficou riquíssimo ao inventar e produzir uma essência de hortelã para lutar contra a halitose. Esta preocupação tornou-se cada vez mais importante com o tempo e faz, hoje em dia, parte integrante da auto-imagem, à maneira dos penteados e do vestuário. A existência de uma estrutura que frequentemente organiza simpósios e aulas práticas sobre esta temática é prova da sua importância.